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Mensagens

Três e meia da manhã 3

    《Olá. Eu sou eu. Agora tenho de escrever nesta porcaria... só porque tive um Não Satisfaz a Português》    Foi assim que comecei a escrever como foi o meu dia, hoje, mas a minha mãe veio ao quarto e não gostou, e fez-me voltar a escrever do princípio esta porcaria. Blhéc! Ficou assim...     《Olá. O meu nome é Rúben, hoje é dia 6 de Maio de 1992, e estou a escrever aqui porque tive Não Satisfaz a Português. A minha mãe pôs-me de castigo porque eu não estudei, diz ela.      Hoje a minha mãe acordou-me, mas era muito cedo e eu voltei a adormecer. Depois acordei outra vez, mas com frio, e estava destapado com o meu pai de pé, com os braços cruzados a olhar para mim. Levantei-me e fui despachar-me.     A minha mãe estava na cozinha a fazer o pequeno-almoço. Eu queria cereais com leite, mas a minha mãe fez sandes de queijo. Que porcaria, não gosto lá muito de queijo. Ainda bem que tinha leite com chocolate. Eu gosto. Depois de comer f...
Mensagens recentes

Um dia não são dias - A sequela

Lê a parte 1    Ouço um latido ensurdecedor. Os cães do vizinho não podem sentir ninguém, e o camião do lixo muito menos, já que emite aquele irritante e característico apito. Mas é tão cedo e eu não quero sair da cama. Abro os olhos. Ninguém! Olho em volta, e mais uma vez estou completamente só. Não gosto, mas como já vai sendo habitual, não estranho. Viro-me para o lado e adormeço por mais cinco minutos, que é precisamente o tempo que leva para que o meu horrível despertador comece a tocar aquele estridente som que me parece uma orquestra de grilos a guinchar dentro da minha cabeça. Acordo.    O sol ainda não nasceu, mas já se nota alguma claridade no ar. Inspiro fundo, bem fundo, e só isso parece ser suficiente para ganhar forças e enfrentar mais um novo dia.    Do quarto à casa de banho é num ápice, porque esta é uma daquelas manhãs muito frias. Abro a torneira da água quente enquanto dispo o pijama. Já quase não vejo o meu reflexo no espelho graças à d...

Um dia não são dias

   Amanhece! Discretamente, o sol rompe pelas ranhuras da persiana. A sua luz toca-me nos olhos, e muito suavemente vou acordando. Mais um dia começa! Um novo despertar cheio de supresas. O que este novo dia me trará? A dúvida invade a minha paz, e de repente, acordo! Abro os olhos e olho em meu redor. O que há poucas horas era um quarto sem luz, escuro e sombrio, agora se transforma no mais radiante dos lugares. O único onde verdadeiramente me sinto dono e senhor de mim próprio. Mas não por muito tempo.    Sem ter consciência do que me espera, levanto-me, faço todos os preparativos para a saída daquele lugar pacífico, sereno, e enfrento o mundo lá fora sem medo! Eu vou!    O pequeno-almoço é o costume: uma tigela de cereais com leite. A televisão mostra as desgraças que se passam no mundo. E estão cada vez mais perto de mim! Não posso desanimar e desistir assim tão facilmente, e por isso continuo com o planeado: Sair de casa!    No estacionamento...

Três e meia da manhã II

   Este novo trabalho que arranjei há uns 4 meses tem sido tão stressante. Mas eu gosto do que faço, e gosto dos colegas (alguns mais que outros, mas é normal. Bestas há em todo o lado).    Em casa as coisas não andavam bem, eu andava nervosa e sem pinga de paciência, o que tornava a nossa relação algo irreconhecível, nada do que antes havia sido. Mas hoje foi um bom dia, a réplica de um dia outrora normal, um dia de paz, um dia de amor.    Do quarto para a casa de banho existe um pequeno corredor, na parede um relógio grande, redondo. Marcava 3:15 quando fui à casa de banho fazer um chichizinho, que a bexiga já gemia de vontade, enquanto ele foi à cozinha preparar-nos um copo de sumo, para refrescar.    Mesmo antes de entrar na casa de banho ouvi um remexer. Pensei que talvez fosse ele: "Amor? És tu?" - Não obtive resposta. Achei que tivesse a beber o sumo e não pudesse responder, pelo que continuei. Então, ouço o remexer novamente, mais perto e ...

Três e meia da manhã

Cedo me deparei com a desarrumação de toda a casa. O inicio da  noite havia sido movimentada. Lembro-me que o álcool foi, sem qualquer dúvida, um componente desinibidor.    Regressámos a casa pouco passava das 2 da manhã, não completamente bêbados, mas tocadinhos, diria. A casa tinha sido arrumada nesse mesmo sábado de manhã, como é costume, seja por um, seja por outro. E dava gosto entrar na sala e ver tudo no seu respectivo sítio, entrar na cozinha e ver a loiça lavada, seca e guardada, entrar na casa-de-banho e não ver roupa suja espalhada pelo chão, entrar no quarto e ver a cama feita e a roupa dobrada e guardada nas gavetas. Já há muito tempo que o nosso trabalho não nos permitia realizar estas duras tarefas, limitando a nossa acção à limpeza básica do lar. Para celebrar, e porque há imenso tempo que também não o fazíamos, à noite fomos sair, fomo-nos divertir... Fomos pós copos!!!    Nada de confusões ou multidões. Uma saída calma, relaxante com quem ...